14 de ago de 2015

ARTIGO ESCRITO POR FREI RHUAM: SANTA MÔNICA E SANTO AGOSTINHO - CORAÇÕES EM BUSCA DE DEUS.

Província Santa Rita de Cássia
Brasil



Um ditado popular nos diz que “por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher”. Tal ditado ilustra muito bem a relação que existe entre Santa Mônica e Santo Agostinho, a ponto de levá-lo a declarar que “se alimentava da Palavra de Deus juntamente com o leite materno” (Confissões VII). A sintonia entre ambos é um laço de fé, que vai além do sanguíneo.

Mônica era uma mulher simples, como tantas outras de seu tempo, temente a Deus e observadora das Sagradas Escrituras. Assumiu com responsabilidade o cuidado do lar, da educação dos filhos Agostinho, Perpétua e Navígio e do zelo humano e espiritual de seu esposo Patrício. De fé sólida e exímia cristã, procurou instruir sua família no temor a Deus. Contando sempre com a intercessão de Nossa Senhora, pedia com insistência a conversão de seu esposo e de seu filho Agostinho (Confissões IX, 8).

Por outro lado, Agostinho, dotado de um coração inquieto e sedento do conhecimento da Verdade, até os trinta anos viveu errante à procura do sentido da própria existência e de respostas as suas muitas interrogações. Essa sua inquieta busca o levou ao encontro de seitas religiosas, mas também lhe proporcionou deparar-se com o grande pregador Ambrósio, o Bispo de Milão.

Certa vez, Mônica foi a catedral de Milão conversar com Santo Ambrósio. Entre lágrimas e lamúrias, apresentou ao santo suas preocupações. Profundamente tocado pelas lágrimas daquela mãe, o piedoso bispo disse: “Vá em paz e continue a viver assim, porque é impossível que pereça um filho de tantas lágrimas” (Confissões III, 12).

Orações e lágrimas. De ambas as partes o Senhor presenteia estes santos com tão admirável dom. De um lado, lágrimas pela graça da convivência junto à Igreja de Cristo; de outro, lágrimas de um coração inquieto que buscava conhecer a Verdade. Tais lágrimas expressam o encontro com Jesus Cristo e jorram de um “coração que está inquieto enquanto não descansar em Deus” (Confissões X, 27).

Por Frei Rhuam Ferreira Rodrigues de Almeida, OAR


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